Na era da estupidez
Ao sermos interrogados sobre como estamos, é comum respondermos a quem nos interroga de que estamos com pressa, “sempre correndo”. Mas correndo de quem? Correndo para onde? Correndo atrás de quem? Ou nossas respostas estão vazias de sentido ou, talvez, revelem que estamos a correr, desesperadamente, sem rumo e direção.
De presenças ausentes
A lacuna da morte de alguém muito próximo da gente como nosso pai, nossa mãe, nosso irmão ou irmã, nosso amigo ou amiga, nosso avô ou avó sempre nos remete a um dos mais difíceis aprendizados da vida humana: conviver com a presença ausente. O desafio que se coloca a todos é reconhecer sentido para a nossa existência, pois a morte de alguém sempre deve nos remeter para a pergunta sobre o tipo de vida e de relações que construímos de forma individual e coletiva.
De vida, violência e cidadania
Silvia Aparecida de Miranda foi mais uma das vítimas da maior estupidez humana: a agressão e violência física. Na sua condição de mulher, mãe, líder comunitária e agente de saúde, Sílvia sempre transformou sua sensibilidade em trabalho a favor dos outros. A compaixão para com o sofrimento alheio fez dela uma mulher corajosa na defesa da vida, da liberdade e da dignidade humana. Sílvia, como tantas outras mulheres, teve uma vida sofrida para construir a sua dignidade e a dignidade de sua família e acreditava que as respostas para as soluções dos problemas seus e da humanidade estavam na convivência e na relação comunitária. Ela não tinha dia e nem hora para ajudar os outros.
Ser professor, por ofício
É muito natural que um filho aprenda a trabalhar ajudando o pai, com este a seu lado. Há muitas profissões e ofícios – digníssimos...
De paciente paciência
Na condição de “pacientes”, somos desafiados a compreender que a vida tem seu ritmo e seu tempo. Não adianta reclamar, gritar, indignar-se. Fragilizados, a ação da qual resultará a recuperação da saúde ou a reparação de um problema físico ou mental não depende mais só da gente, mas depende da ação de outros. Ao “paciente”, resta a confiança no trabalho dos profissionais da saúde. E ter esperança e confiança, que se sustentam na “paciente paciência”.
Eleições Municipais, saúde e discriminação regional
As democracias representativas, caracterizadas pela participação através do mecanismo o voto, são limitadas e insuficientes diante do desafio de exercermos a participação de forma permanente. Votar em representantes, herança da modernidade, pode obstaculizar o exercício permanente do direito à participação social. No entanto, mesmo que se reconheça esse limite, a democracia representativa vige atualmente no Brasil e pode ganhar em intensidade e qualidade a depender do próprio envolvimento da sociedade. Ela deve atentar para as propostas dos candidatos, partidos e coligações no período eleitoral e participar ativamente do debate público sobre o futuro da sua cidade.
De amizade, amor e afetos
Nossa civilização “encaixotou” o afeto. Sim, logo o afeto que nos estimula a criarmos as condições para nossa plena realização humana. O ser humano é um ser em construção e que, por isso mesmo, demanda e exige investimentos afetivos a vida toda. O cuidado, como algo essencial e que constitui a nossa condição humana, deve ser resgatado se quisermos devolver à humanidade o verdadeiro sentido de sua existência.
De liberdade, democracia e voto
As eleições municipais caracterizam-se por uma disputa densa, acirrada e mais controlada pelos agentes da política. A relação estabelecida entre candidatos e eleitores quase...


