35 milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada

0

A lei de saneamento básico (11.445/07) completou 10 anos em 2017 e metade da população brasileira continua sem acesso a sistemas de tratamento de esgoto. São 100 milhões de pessoas que não têm esgoto tratado nas suas residências. Essas pessoas usam meios alternativos, como fossas, ou jogam o esgoto de suas casas diretamente nos rios.

No norte do país é onde a situação se agrava mais, com apenas 49% da população tendo abastecimento de água e 7,4%, esgoto tratado. Os dados são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). 35 milhões de pessoas não têm acesso nem mesmo a água tratada no país. Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que 88% das mortes por diarreia no mundo são causadas pelo saneamento inadequado.

O Instituto Trata Brasil realizou um estudo para relacionar o quanto a saúde da população brasileira é afetada pelo saneamento básico inadequado. Segundo a pesquisa, em 2011, 396.048 pessoas deram entrada no SUS com doenças diarreicas. Desse total, 54.399 vivem nas 100 maiores cidades do país. Em quase metade desses municípios (49%) não foi verificada nenhuma tendência clara de melhoria do saneamento básico, nem do número de internações.

Metade das internações é de crianças de 0 a 5 anos, a faixa etária mais fragilizada pela falta de saneamento básico, sendo que em algumas cidades essa taxa chega a mais de 70%, como é o caso emDuque de Caxias (RJ), Juazeiro do Norte (CE), Macapá (AP), Feira de Santana (BA), Belém (PA), Porto Velho (RO) e Manaus (AM). Os gastos do SUS com internações por diarreia, relativos a 2011, foram de R$ 140 milhões e os municípios que mais gastaram foram aqueles com piores indicadores de saúde e de saneamento básico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 28 mil pessoas morrem por ano no Brasil de doenças provocadas por água contaminada. O Brasil possui 13% de toda água potável no mundo, considerado um país privilegiado por essa abundância. Mas a realidade é que poucos brasileiros têm acesso.

Fonte: Observatório do Terceiro Setor

 

 

Deixe um comentário